fbpx Skip to content
Screenshot_1

Es-Colher

Eu tenho uma filha de dois anos e oito meses. Ela não gosta de arrumar os seus brinquedos. Eu decidi que é importante manter os brinquedos organizados e estipulei que isso seria feito uma vez ao dia. A minha filha tem muita energia. Na hora de arrumar os brinquedos, algo que dura no máximo dez minutos, a energia dela some.

Um bom líder sabe da importância de se especificar em detalhes as tarefas a serem desempenhadas pelos seus colaboradores. Os mais atentos se preocupam em especificar os critérios de sucesso dessas tarefas. Ainda assim, existe algo muito importante, que muitas vezes é esquecido: Energia humana não se compra, e exatamente por isso, é tão importante “engajar”.

Fala-se muito em engajamento, e como aplica-lo na gestão de pessoas.

 

Veja abaixo quatro teorias respeitadas e suas aplicações:
1 – Teoria coelho x cenoura.

Essa é a mais antiga, e eu tenho certeza que só pelo nome vocês vão saber o que é. O coelho vai atrás da cenoura por que está com fome. A cenoura é a sua meta, e ele só sossega quando a encontra.

2 – Teoria carro x sanduíche.

Essa é um pouco mais sofisticada, e leva em consideração a hierarquia de necessidades, de Maslow. Se eu estivesse passando fome e você me mostrasse a chaves de um carro e um sanduíche, nem vou responder o que eu escolheria.

3 – Teoria da cultura interna.

Segundo essa teoria, o que vale são as necessidades do grupo. Nesse caso, tudo é feito para que o grupo funcione em harmonia. Valores são cultivados, ambientes são montados, e tudo gira em torno de “um por todos e todos por um”.

4 – Teoria sistêmica.

O conceito de sistemas é de que estamos conectados em redes, e que temos que perceber e reagir conforme esses movimentos externos. Aqui, observamos os sistemas e nos conectamos a eles. Segundo esta teoria, o que está acontecendo internamente não é tão importante quanto o que está acontecendo lá fora.

 

E o que fazer com tantas teorias?

A melhor parte vem agora: Não é preciso escolher. É como um jogo de xadrez. O mais genial do jogo de xadrez não são as regras do jogo, e sim os jogadores. Na hora de jogar, cada um escolhe um movimento, sabendo que existem várias possibilidades.

Com relação à minha filha, eu escolhi uma forma bem primitiva de engajamento, que foi a primeira que expus aqui (coelho x cenoura). Funcionou muito bem. Talvez em algum momento eu tenha que mudar a minha estratégia. Ela vai crescer, se desenvolver, e com certeza ajustes serão necessários. E tudo bem.

Como vocês podem ver, engajar equipe é complexo como um jogo de xadrez, ou simples como um jogo de xadrez. Conhecer as regras do jogo não faz de você um bom jogador. Jogar bem só se aprende jogando.

O meu convite é à visão sistêmica. Dispense teorias prontas e arregaçe as mangas, entenda o contexto, decida que movimento deve ser feito, levando também em conta o movimento do movimento, e esteja pronto para ir ajustando aqui e ali, conforme os novos cenários.

A grande vantagem de quem tem visão sistêmica é não ter que escolher, apenas colher.

Experimente!

Curtiu o texto? Compartilha ;)

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin

Cursos relacionados