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Eu não vou te retornar

Ultimamente recebi ligações telefônicas de algumas empresas atuantes no mundo digital. Uma delas foi uma marca de vinho. Eu “paquerei” com a marca uns meses, fiz uns pequenos pedidos e ensaiei fazer uma assinatura. Há uns dias recebi um telefonema cordial de alguém dessa empresa.

 

Imersa nas minhas atividades profissionais, fui questionada, cordialmente, sobre os motivos da minha desistência, e eu respondi abertamente que estava testando outras marcas, e que no momento tinha vinho suficiente no meu estoque. Fiquei bastante surpresa com a sugestão que eu recebi em seguida: “A senhora poderia me mandar um WhatsApp quando o seu vinho acabar?  Nós iremos te fazer uma nova proposta”.

 

Agradeci pelo convite, e sem me comprometer, encerrei a ligação. Eu parei um pouco o que estava fazendo para refletir a respeito de estratégias de venda e prospecção que são caras e ineficientes. Ao final da ligação, eu não lembrava mais do nome da moça, e a probabilidade de eu retornar esse contato é 0%.

 

Contratar um time de pessoas para ligar para os leads (no mundo virtual, os leads são os clientes em potencial) e trata-los como se fossem próximos é tão eficiente quanto convencer um desconhecido a fazer um curso no Instituto K sem nos conhecer. A possibilidade de sucesso é mínima. E sabe por que? Falta o vínculo. Falta a confiança.

 

Diante de tantos anúncios, propostas irresistíveis e opções, não acho legal ter alguém que eu não conheço me ligando, mesmo que eu tenha feito alguma compra e cadastrado o meu número. Ligação telefônica deixou de ser um diferencial. O nosso contexto mudou. No cenário atual, é preciso pensar bem antes de decidir que canal de comunicação funciona bem para cada público.

 

A pergunta mais importante que as empresas deve se fazer é: Que atitudes vão ser eficientes na criação de um vínculo com o meu cliente? O que nós, como marca, precisamos fazer para que esse cliente se sinta seguro conosco? Esse é o primeiro passo. Ao invés de afastar o cliente, dê um passo em sua direção.

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