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Mu-Dança?

Mudança é a palavra da vez. Sabemos que é importante mudar, estamos mudando o tempo todo, e estamos dispostos a mudar ainda mais. Muitos dizem que mudar é preciso. Eu diria que mudar é necessário e impreciso.

Sob o ponto de vista sistêmico, um aspecto importante a se considerar é a variabilidade do padrão da mudança. Sistemas saudáveis produzem mudanças ritmadas, uniformes e regulares, ou seja, eles exibem um padrão constante de variações. Elas são mudanças “estáveis” e “equilibradas”. Paradoxo?

Em 2012 eu voltei ao Brasil após 10 anos morando na Alemanha, e neste ano eu realizei a maior quantidade de variações nos meus padrões de mudança. Não lembro em toda a minha vida de ter mudado tanto, em tão pouco tempo: Eu mudei de profissão, de cidade, de país, de casa. Voltei ao Brasil e resolvi morar em Salvador, cidade que mal conhecia, além de não ter networking para a nova jornada.

Vocês sabem qual foi a consequência de tantas mudanças num curto período de tempo? Eu fiquei vulnerável. Algumas dessas mudanças não tiveram sustentabilidade.

A vulnerabilidade é o resultado do desequilíbrio, da falta de coerência. Ter coerência é semelhante a encontrar o ritmo adequado para uma música que você nunca dançou.

Em algumas situações, a mudança coerente deve ser bem planejada e articulada.

Eu lembro que em 2006 estive em Dubai, e o Burj Khalifa, o maior arranha-céu do mundo estava em construção. A ideia dos idealizadores do projeto era dar movimento a arquitetura do prédio, para que ele não fosse “apenas” um recorde mundial. Foi um desafio para os arquitetos e engenheiros encontrar as variáveis corretas no cálculo estrutural do projeto para construir algo que fosse, ao mesmo tempo, resistente ao vento, e leve. Funcionou.

Dançar pode ser frustrante, sobretudo se você escolhe o parceiro errado para dançar. Escolher o parceiro certo na hora errada também não ajuda. Esse “timing” de quando e como mudar também é algo a ser feito com bastante coerência.

Em 1996 eu decidi que iria me preparar para o meu primeiro estágio. Entre fazer um curso para aprender a usar o computador e um curso de datilografia, optei pelo segundo, pois na época eu não conhecia ninguém que tivesse computador. Eu fiz o curso de datilografia completo e comecei o estágio. Dois meses depois, a empresa comprou um computador. Eu tenho 160h comprovadas de curso de datilografia. Gastei tempo e dinheiro, e ainda tive muita dificuldade de me adaptar ao teclado do computador.

Vamos voltar à coerência?

Estamos vivendo um momento novo, desconhecido. Muito se fala em mudar, e de fato, faz sentido agora fazer e pensar diferente.

Se você está ouvindo uma música pela primeira vez e precisa encontrar os movimentos certos para dançar em harmonia, talvez você tenha que ouvir essa música várias vezes, buscar na memória outras referências musicais, estudar um pouco, se inspirar, experimentar, se permitir errar. O mais importante é: Como eu vou me preparar, em quanto tempo, e o que eu vou trazer de novo e genuíno para que esse processo seja sustentável?

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