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Mudei de ideia – e agora?

Eu acredito ser importante liberar espaço para o novo. Quando se trata de um projeto profissional, por exemplo, é muito comum permanecer no “projeto atual” e planejar a transição. Eu confesso que sempre estimulei meus clientes a liberar espaço para o novo chegar, se despedir de projetos antigos e encarar o desafio. Aos 32 anos, eu pedi demissão do meu emprego na Alemanha e voltei para o Brasil com ideias e coragem. Deu certo.

Eu cheguei no Brasil com uma ideia. O que eu não tinha: modelo de negócios definido, pesquisa de mercado, viabilidade financeira, plano de investimento e retorno, público alvo ou estratégia de comunicação. O meu negócio nasceu, cresceu e se estabilizou de forma orgânica e o maior indicador de sucesso que eu usei foi a minha intuição.

Antes de avançar no meu raciocínio, gostaria de trazer um elemento fundamental: o contexto. Aos 32 anos, eu estava solteira e não tinha filhos. “Dar tudo errado” era uma possibilidade real que eu cogitava e aceitava. Eu lidava muito bem com a possibilidade de fracasso. Começar do zero novamente também era desafiante e isso também funcionou como acelerador do meu processo.

Hoje, 10 anos depois de ter dado a virada na minha carreira eu aprendi bastante sobre planejar e reduzir riscos, e penso que, no meu caso, eu tinha muitos elementos a meu favor e o principal deles: a ausência de responsabilidades financeiras. Adam Grant, autor do livro Originais, dedica todo um capítulo do seu best seller ao tema ser original versus arriscar.

Segundo ele, quanto menos você arrisca, maior a possibilidade de se planejar mais e se preparar melhor para o seu novo negócio. O próprio Bill Gates, que abandonou os seus estudos em Harvard para lançar a Microsoft, não o fez sem um planejamento mínimo e sem reduzir o risco da sua operação. Gates só largou a faculdade uma no depois de vender o novo software.

O mais importante nisso tudo é perceber a importância do contexto em decisões significativas. Muitas vezes, faz todo o sentido tocar em paralelo mais de um projeto, até que seja viável focar em apenas um deles. E cuidado: não confunda bom senso com boicote. É muito importante que haja indicadores de crescimento e que não se perca o timing de encerrar os ciclos.

Sim. É importante liberar espaço para o novo.

Sim. É importante fechar ciclos.

Sim. É importante planejar.

Minimize os riscos.

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