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Posso ser honesta com você?

Uma criança come doce em horário inapropriado e ao ser questionada a respeito do ato ilícito ela mente. Os adultos dão risada, acham fofo. Aos 3 anos, as crianças já aprendem a mentir. A questão chave é: o que faz com que uma criança minta por ter comido doces?

Ao invés de responder a esta pergunta eu vou mudar o questionamento: que condições teriam contribuído para a criança não mentir? Como ela precisaria se sentir para assumir sem culpas que quebrou as regras e comeu um doce? Se ela mentiu, parte-se do pressuposto de que ela conhece a regra e que por alguma razão ela resolveu infringí-la.

É mais importante conversar abertamente sobre isso e eventualmente fazer algum ajuste nessa regra ou simplesmente punir, dar um castigo, dar um sermão ou ainda apenas dar risada pelo fato de um ser tão pequenininho já conseguir mentir?

Crianças crescem.

O recurso que faltou no contexto do nosso exemplo foi a segurança. Crianças e adultos devem se sentir seguros o suficiente para serem honestas em relação a si mesmas e aos outros. E o que fazer para construir espaços seguros e os nossos relacionamentos serem mais honestos?

Crescemos com vários medos: medo de comer doce na hora errada, medo de discordar de quem gostamos, medo de falar o que realmente pensamos, medo de expor a nossa necessidade, medo de estar incomodando, medo disso, medo daquilo.

Honestidade não combina com medo.

Ela nasce a partir de um espaço seguro, onde cria-se condições para ouvir, acolher e flexibilizar. Nesse espaço, todos tem voz. Você já imaginou criar soluções a partir da fala honesta de todos os envolvidos no contexto? A honestidade e o engajamento caminham lado a lado. Quem tem voz, tem poder. Quem tem poder, tem responsabilidade. Quem tem responsabilidade se engaja. O engajamento é contagiante. O coletivo tem força.

Em um espaço seguro, a criança diria: eu quis comer um doce e comi. Ela sabe que quebrou a regra e ela sabe que pode falar a respeito. Ela não é atrevida, ela é honesta. Os doces podem ser irresistíveis. Que bom poder admitir isso e não ser punido. Que bom poder se expressar. Que bom não ter que mentir.

Em espaços seguros, não se ouve o que se quer, mas o que o outro sente. E isso importa. Talvez a grande reflexão por traz de todos esses padrões de comportamento seja a evolução da humanidade como um todo. Hoje temos mais acesso à informação e nos desenvolvemos mais rápido. É importante alinhar os nossos comportamentos a esse novo contexto. Curioso para saber como seria na prática? Experimente!

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