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Quando foi a última vez que você fez algo pela primeira vez?

Costumo me interessar pela vida dos que estão ao meu redor: familiares, amigos e conhecidos (ou não). Algo que percebo e me inquieta é o nível de insatisfação com as escolhas de muitos deles. Escuto reclamações sobre a falta de emprego, dos raros e dificílimos concursos públicos, do trabalho chato, da escolha profissional errada e até da falta de sorte na vida.

Entendo e já fui vítima dessa angústia. Encontrar um propósito e persegui-lo não é fácil. Mas a primeira pergunta que me vem à mente é: o quanto você se dedica a se conhecer melhor? Você consegue delinear bem quais são os seus valores? Qual o legado que você quer deixar no mundo?

A geração Y, diferente das anteriores, busca o propósito e a inovação como uma forma de atingir a realização pessoal e profissional. No trabalho, eles querem se manter inspirados e não sobrecarregados. Não pretendem ficar parados e morrem de medo de não crescerem profissionalmente. A fórmula mágica para eles seria uma combinação de propósito + valores + crescimento = felicidade. Além disso, essa geração gosta de reconhecimento dos seus méritos e de perseguir seus valores. Isso faz o jovem da geração Y se sentir parte atuante e fiel a si mesmo.

Alcançar essa realização parece algo simples, mas não é. Mas onde está o erro? Por que muitos não conseguem atingir a felicidade? Pela minha percepção, tudo começa na falta do autoconhecimento. Se conhecer é primordial. Como saber o que pode trazer satisfação sem conhecer a fundo os seus pontos fortes e fracos? Esse é um trabalho contínuo, mas que pode ser bastante prazeroso. Uma sugestão: procure seus amigos, familiares e pessoas próximas e questione-os quais são suas maiores qualidades e onde você costuma errar. Isso trará um panorama geral. Experimente. Fez Direito mas não se vê atuando na área? Que tal arriscar organizar um evento, fazer teatro, viajar sozinho por alguns dias, fazer cursos livres? Há uma enorme gama de possibilidades.

Comece também a se perdoar pelos erros cometidos, a rir de si mesmo e a arriscar um novo trabalho, uma nova graduação ou até resgatar um sonho antigo e colocar a mão na massa para realizá-lo. Não há mal nenhum no recomeço. Ruim mesmo é permanecer inerte e vítima do próprio destino, enquanto o tempo passal. Imagina que tristeza chegar ao final da vida, olhar para trás e perceber que não deixou nenhum legado positivo para si e para o mundo.

Se eu pudesse dar alguns conselhos a essas pessoas, eu diria que o tempo é hoje. Pare de olhar para a felicidade dos outros e busque em você mesmo, ela está bem aí ao seu alcance. Não siga manadas. Você pode construir o seu próprio caminho, imprimir a sua marca, ser autêntico. Não espere que o milagre venha de cima pra baixo. Na verdade ele acontece de dentro para fora. Por fim, não tenha medo, pois os que mais se arriscam geralmente conseguem alcançar coisas grandiosas.

“É muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glórias, mesmo expondo-se a derrota, do que formar fila com os pobres de espírito que nem gozam muito nem sofrem muito, porque vivem nessa penumbra cinzenta que não conhece vitória nem derrota.”

Theodore Roosevelt

Quando foi a última vez que você fez algo pela primeira vez?

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